quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A ÁGUIA NÃO POUSOU NA LUA?

Módulo de descida da Apollo 11, chamada Eagle (Águia).
[Imagem: NASA/Goddard Space Flight Center/Arizona State University]

Há teorias de conspiração para tudo. Uma delas insiste: a ida do homem à Lua, em 1969, foi um embuste americano. E seguem-se dezenas de argumentos, alguns até bem elaborados, mas sofrem de uma deficiência chamada falta de conhecimentos, até mesmo os elementares. Pessoas com tendência a acreditar em tudo que ouvem aderem com facilidade a essa teoria de conspiração. Ter autonomia de pesquisa é trabalhoso, é mais fácil aceitar argumentos sem questioná-los. Bastaria uma simples pesquisa para descobrirem que, para cada argumento conspirativo há uma explicação racional, com base na ciência, na tecnologia e na política. Mas confesso, as teorias de conspiração, se fossem verdade, seriam muito mais glamurosas e sensacionais (ou não?).

No site <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-mostra-fotos-locais-pouso-apollo-lua&id=010130090718> está, entre outras, a foto acima. Ela foi tirada pela Sonda LRO, da NASA. A seta branca mostra o módulo de descida na Lua da Apolo 11 e sua sombra projetada para a direita. Outras fotos com mais resolução serão ainda produzidas, mostrando os restos abandonados na Lua da missão Apolo 11 e das outras. E agora, como fica a teoria de conspiração?

sábado, 10 de setembro de 2011

video 

OS NÚMEROS DA NATUREZA
Uma constante universal é a surpreendente intimidade da Natureza com a matemática. Este vídeo expõe essa intimidade em algumas de suas menos discretas manifestações: A série e a espiral de Fibonacci, a proporção aurea e o ângulo aureo, as triangulações de Delaunay e as tecelagens de Voronoi. Em outros casos, as relações de amor entre a Natureza e a matemática não são tão evidentes, apesar de estudarmos matemática desde o ensino básico. Ficamos cegos às sutilezas matemáticas da Natureza, talvez porque somos maltratados por uma educação que preza a velocidade e a quantidade do enciclopedismo, o amontoador de dados. Mas o que devemos buscar é compreender, dialogar com a Natureza em sua linguagem. Para isso é preciso que aprendamos a dançar suavemente com ela no doce e fascinante ritmo matemático, como fez Vila neste seu vídeo. Vale a pena o esforço. O resultado é emocionar-se, surpreender-se e sentir-se grato pelo privilégio de compreender a natureza da Natureza na sua dança nesse sublime espetáculo.

CRÉDITOS:
VIDEO: Eterea Studio
AUTOR: Cristóbal Vila
Música: Wim Mertens

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A rede de tudo

Conhecer fundamentos de ciencias e tecnologia é uma necessidade do cidadão de hoje.

Ciência e tecnologia são as atividades humanas que mais modificam os hábitos e modo de vida das pessoas.

Desde os tempos que os primeiros humanos habitavam cavernas, um grande esforço foi continuamente feito para superar os desafios da sobrevivência frente as ameaças naturais.

Os humanos não nascem tão bem equipados para a sobrevivência quanto muitos outros seres vivos. Nos primeiros tempos da história da humanidade, viver significava apenas sobreviver a escasses de alimentos, as catástrofes naturais e aos outros animais. Diante de tantas ameaças os seres humanos lançaram mão de uma arma poderosa: a inteligência. Ela permitiu aos humanos inventar meios e estrátégias de sobrevivência superiores às dos outros animais e, com isso, superá-los e dominá-los. Compreender os fenômenos naturais, incluido nestes os todos os animais, vegetais e até as estrelas, tornou-se evidente como recurso insuperável da ação humana na sua luta para sobreviver. Isso só foi possível porque o cérebro humano foi dotado de recursos mentais de inteligência que o tornou mais apto frente a seleção natural.

No princípio não havia ciência como um conhecimento objetivo, organizado, metodizado e distinto. O conhecimento do mundo era um amálgama de crenças, práticas, mitos, etc. Filosofia, religião e outras formas de conhecimento se misturavam e, conforme a cultura foi se tornando mais complexa, percebeu-se que certos conhecimentos, diretamente necessários a manutenção e progresso do nosso sustento, segurança e bem estar, necessitavam de um tratamento objetivo e metódico, visando a manutenção das condições adequadas de sobrevivência bem como do progresso necessário a novas conquistas. Em dado momento da história nasceu a ciência percebida agora como um corpo de conhecimentos característicos. Em consequência houve um processo de identificação, que ainda persiste até hoje, no qual foi conveniente, prático e necessário distinguir entre ciência e religião, astronomia e astrologia, química e alquimia e assim por diante.